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Desenvolvimento Pessoal,  Livros

A Sutil Arte de Ligar o F*da-se – Mark Manson | Resenha

No início desse ano eu entrei numa jornada de desenvolvimento pessoal, e me inscrevi num programa com duração de 12 meses. Em cada um deles, recebemos a indicação de um livro relacionado ao tema que estamos desenvolvendo, e no primeiro mês o escolhido foi A Sutil Arte de Ligar o F*da-se. Não sei bem o que estava esperando antes de começar, mas a leitura me surpreendeu super positivamente.

Desde o início o autor expõe as suas ideias numa linguagem muito divertida e fácil de entender, e apresenta uma maneira diferente de encarar certas situações. Não é um livro comum de autoajuda, e você vai perceber isso logo de cara.

O livro aborda uma certa variedade de assuntos; passando desde a fixação que as pessoas tem com a felicidade – e as comparações obsessivas que fazemos com a vida dos outros –, até a inevitabilidade da morte. Ele me parece um compilado de aprendizados do Mark Manson (que é autor de um blog onde aborda esses temas há alguns anos), e eu senti bastante coerência na narrativa dele.

Enquanto escrevia essa resenha, eu pensei em maneiras de organizar, também de forma coerente, os aprendizados que absorvi com esse livro (e os motivos dele ter aparecido no momento perfeito na minha vida); tanto pra estimular novos leitores, quanto pra manter sempre na minha mente esses conhecimentos. Optei por usar algumas – das inúmeras – citações que eu grifei, na ordem em que são apresentadas no livro, e ir apontando as minhas observações:

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas; é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante.

Esse conceito veio no momento certo pra mim porque, junto com o desenvolvimento pessoal, eu entrei numa jornada de aprendizado sobre minimalismo. As ideias do Mark Manson vão de encontro com a filosofia que eu estou aprendendo a seguir; a de que não precisamos de mais coisas na vida, e sim de que precisamos reservar nossa energia para o que de fato tem importância pra nós.

É admirável quem liga o foda-se para os problemas, para as derrotas, para o risco de fazer papel de bobo ou de se dar mal algumas vezes.

Porque eis outra verdade secreta sobre a vida: não tem como ser importante e transformador para algumas pessoas sem ser uma piada e um constrangimento para outras.

Essa é uma das minhas partes preferidas, porque foi onde eu me toquei de uma verdade que sempre soube, mas nunca tinha realmente parado pra pensar a respeito. Quantas vezes a gente não se freia por medo do que vão pensar? E o quão idiota é esse medo, uma vez que é impossível agradar todo mundo, de qualquer jeito? Não importa o quanto você se preocupe em ser 100% aceito, não vai acontecer. E, deixando de fazer alguma coisa por receio de se constranger diante de alguém, você também pode estar deixando de contribuir positivamente na vida de muitas outras pessoas! Esse é um aprendizado que eu quero levar pra vida.

Ele nos deixaria mais fortes ao nos destroçar.

Sofremos pelo simples fato de que sofrer é biologicamente útil. O sofrimento é o agente preferido da natureza para inspirar mudanças.

Os sentimentos negativos tem um propósito – alertá-lo de que algo está errado e precisa ser mudado; e algumas das situações mais dolorosas da vida são também as que mais podem contribuir com o nosso crescimento e desenvolvimento, em qualquer área. Esse tema me lembrou o livro O Lado Bom dos Seus Problemas, que aborda o porquê de nos sentirmos tristes, com raiva ou com inveja, por exemplo; e como podemos usar esses sentimentos a nosso favor. Existe uma razão biológica pra cada reação emocional.

O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações.

Costumamos focar muito no que os outros tem de bom e nas coisas boas que gostaríamos de alcançar. Mas poucas vezes pensamos sobre o que aquelas pessoas passaram pra chegar onde chegaram; e o que precisaríamos enfrentar pra ter certos confortos e benefícios. Nada cai do céu, e o autor do livro faz uma boa reflexão sobre essa questão, nos propondo pensar no que estamos dispostos a enfrentar pra conseguir o que queremos.

As poucas pessoas que se tornam verdadeiramente excepcionais em algo não alcançaram isso porque se consideram excepcionais. Pelo contrário: elas são incríveis porque são obcecadas por se aperfeiçoar.

O que eu aprendi com essa parte do livro é o mesmo que estou aprendendo com o comecinho do livro Mindset: pra aprender qualquer coisa, o primeiro passo é admitir que você não sabe aquela coisa. Parece óbvio, mas muitas vezes focamos tanto em parecer bons e procuramos tanta validação que deixamos de admitir nossas falhas e, com isso, deixamos de melhorar.

Positividade constante é uma forma de fuga, não uma solução válida para os problemas da vida.

Tá aí uma coisa que eu sempre soube! Positividade constante é sinônimo de negação, e negação não resolve problemas. Sem resolução de problemas, não há felicidade real:

Os problemas geram uma sensação de propósito e dão substância à vida.

É por isso que nos sentimos inúteis e entediados quando não temos nada importante com que nos preocupar; e passamos a nos apegar nas coisas mais idiotas.

A ação não é apenas consequência da motivação, é também a causa.

Essa é uma mensagem curta e transformadora: não espere inspiração/motivação pra fazer alguma coisa, vá lá e faça. A própria ação traz motivação para a conclusão da tarefa; e se você ficar esperando ter “tempo” ou inspiração pra começar alguma coisa, é provável que não comece nunca. Isso vai de encontro com o que aprendi recentemente no canal NeuroVox, onde o Pedro Calabrez expõe que devemos nos obrigar a manter uma constância nas nossas ações, se quisermos obter resultados. Ou seja, se queremos mudar nosso corpo, por exemplo, precisamos nos obrigar a ir à academia com uma regularidade constante, como fazemos com o nosso trabalho.

Sem conflito, não pode haver confiança.

Esse é um conceito que vai sendo construído ao longo do livro inteiro, começando com a honestidade sendo mostrada como um valor forte em que basear a nossa vida e as nossas escolhas. Essa frase basicamente significa que, pra construir uma relação de confiança com alguém, é preciso ser honesto; e essa honestidade pode gerar conflito em alguns momentos. Como dizer que a roupa da sua amiga não caiu bem nela, por exemplo. Não temos como saber se alguém está sendo sincero com a gente, se a pessoa só tenta agradar o tempo todo.

Se as pessoas traem, é porque algo além do relacionamento é mais importante para elas.

Por último, uma citação que me fez pensar. Há uns dias atrás eu estava conversando com algumas amigas e uma delas disse que, se uma pessoa trai, é porque o relacionamento não está bom. Eu concordei com a frase dela, mas não fiquei totalmente satisfeita. Já no finalzinho do livro, quando o Mark Manson fala um pouco sobre traição, foi como se algo se iluminasse: as pessoas traem porque algo fora daquele relacionamento é mais importante pra elas, seja isso o sexo; a necessidade de alimentar o ego; ou a sensação de poder sobre as outras pessoas. Elas não necessariamente deixam de se importar com o parceiro, mas colocam seus desejos acima do relacionamento, e da pessoa que está com elas.

Como fica claro com essas citações, o livro é um compilado de informações úteis para a vida, abordando vários temas diferentes e igualmente importantes pra qualquer pessoa. A escrita do Mark Manson flui muito bem e é interessante como ele consegue realmente te fazer entender a razão por trás do que ele está dizendo.

Posso dizer que ele me trouxe muita clareza sobre vários aspectos da vida e, se você permitir, pode ser transformador pra ti também. Se você já leu, me conta qual parte teve mais impacto pra você! Se não, qual citação mais fez sentido no momento que você está vivendo agora?

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